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Calculadora de Probabilidade

Probabilidade é palavra ampla demais para uma ferramenta só. Por isso a calculadora de probabilidade tem quatro blocos, para as quatro perguntas que a palavra esconde: a chance de um evento, a de dois eventos juntos ou separados, a de k acertos em n tentativas e a de uma medida cair numa faixa da curva normal, cada um com o desenho que a resposta pede.

Dois Eventos

Exemplo: a chance de sair cara em duas moedas.

%

%

Os dois eventos são

Escolha a pergunta do seu enunciado. Ela vira o número grande e o pedaço pintado no diagrama, e as outras sete continuam na lista ao lado.

25,00% Probabilidade do Cenário

P(A∩B)

Os Dois Acontecem, P(A∩B)
25,00%
Pelo Menos Um Acontece, P(A∪B)
75,00%
Exatamente Um Acontece, P(AΔB)
50,00%
Nenhum dos Dois, P((A∪B)′)
25,00%
Só A, e Não B, P(A∩B′)
25,00%
Só B, e Não A, P(A′∩B)
25,00%
A Não Acontece, P(A′)
50,00%
B Não Acontece, P(B′)
50,00%
A Regra Usada
Eventos independentes: um não muda a chance do outro, então multiplicam-se para o "e". No "ou" subtrai-se a interseção, que senão entraria contada duas vezes.

Você conseguiu resolver o seu problema?

Probabilidade de Dois Eventos Passo a Passo

Com a fórmula do exemplo. Escreva a sua e clique em Calcular.

Probabilidade de Dois Eventos Passo a Passo
A pergunta A conta Resultado
Os dois acontecem, P(A∩B) 50% × 50% 25%
Pelo menos um acontece, P(A∪B) 50% + 50% − 25% 75%
Exatamente um acontece, P(AΔB) 75% − 25% 50%
Nenhum dos dois, P((A∪B)′) 100% − 75% 25%
A não acontece, P(A′) 100% − 50% 50%
B não acontece, P(B′) 100% − 50% 50%
Só A, e não B 50% − 25% 25%
Só B, e não A 50% − 25% 25%

Probabilidade de um Evento

Exemplo: a chance de sair 6 num dado comum.

O espaço amostral inteiro. Num dado comum são 6.

16,67% Probabilidade

Em Decimal
0,17
Em Fração
1/6, já irredutível
Evento Complementar
A chance de NÃO acontecer é 83,3333333333%, que é o que falta para 100%.
Em Odds
Em odds, 1 para 5, ou seja favoráveis contra desfavoráveis.
Como Se Lê
1 de 6 casos, que dá 16,6666666667%.

Acertos em Várias Tentativas

Exemplo: 3 caras em 10 jogadas de moeda.

%

11,72% Exatamente k Acertos

No Máximo k Acertos
17,19%
Pelo Menos k Acertos
94,53%
Menos de k Acertos
5,47%
Mais de k Acertos
82,81%
Acerta Todas as Tentativas
0,10%
Não Acerta Nenhuma
0,10%
Acerta Pelo Menos Uma Vez
99,90%
Acertos Esperados
5,00
Desvio Padrão dos Acertos
1,58
A Conta
P(X = 3) = C(10, 3) × 0,5^3 × 0,5^7 = 11,71875%
Combinações
Existem 120 maneiras de distribuir 3 acertos em 10 tentativas.

Distribuição Normal

Exemplo: a altura de um adulto, com média 1,70 m e desvio de 0,08 m.

O centro da curva, onde ela é mais alta.

A largura da curva. Se você tem a lista de valores e não o desvio, a Calculadora de Desvio Padrão calcula ele para você.

Quero a chance de o valor cair

78,87% Probabilidade

Chance de Cair Fora
21,13%
Abaixo do Limite de Baixo
10,57%
Acima do Limite de Cima
10,57%
Em Desvios da Média
−1,25 e 1,25 desvios da média
A Conta
z de 1,6 = (1,6 − 1,7) ÷ 0,08 = −1,25 · z de 1,8 = 1,25 · a área entre os dois é 78,87%
Como Se Lê
De cada 100 valores dessa curva, cerca de 78,9 caem entre 1,6 e 1,8.

Intervalos de Confiança da Curva

Com a fórmula do exemplo. Escreva a sua e clique em Calcular.

Intervalos de Confiança da Curva
Confiança Distância da média A faixa
68,27% 1 desvio de 1,62 a 1,78
80% 1,2816 desvios de 1,597472 a 1,802528
90% 1,6449 desvios de 1,568408 a 1,831592
95% 1,96 desvios de 1,5432 a 1,8568
98% 2,3263 desvios de 1,513896 a 1,886104
99% 2,5758 desvios de 1,493936 a 1,906064
99,9% 3,2905 desvios de 1,43676 a 1,96324

O que é probabilidade e como calcular

A probabilidade de um evento é a medida da chance de ele acontecer. Na definição clássica, ela é a razão entre os casos que servem e os casos que existem:

P=casos favoráveiscasos possíveis

Num dado comum, há seis faces e uma delas é o 6:

P(6)=1616,67%

Simples, com uma condição escondida: todos os casos precisam ser igualmente prováveis. A fórmula vale para um dado honesto e não vale para um dado viciado.

A loteria cumpre essa condição à risca: toda combinação de seis dezenas tem a mesma chance, e a chance de ganhar na Mega-Sena é 1 em 50.063.860.

O resultado está sempre entre 0 e 1, ou entre 0% e 100%. Zero é o evento impossível, um é o evento certo, e nada fica fora desse intervalo.

Probabilidade de dois eventos: as oito perguntas

Com duas chances na mão, a pergunta raramente é só “os dois acontecem”. O enunciado costuma vir embrulhado: “pelo menos um”, “exatamente um”, “nem um nem outro”, “o primeiro sim e o segundo não”. São oito perguntas diferentes, e a página responde as oito de uma vez, porque quem copia o enunciado nem sempre sabe traduzir qual delas é a sua.

Em lógica, “pelo menos um” é o ou inclusivo e “exatamente um” é o ou exclusivo, e a tabela-verdade dos dois conectivos só difere na linha em que A e B acontecem juntos.

Todas saem de quatro pedaços que dividem o espaço amostral e somam 100%: só A, os dois juntos, só B, e nenhum dos dois. O diagrama de Venn ao lado do resultado é o desenho desses quatro pedaços, com o número de cada um dentro dele. O retângulo em volta é o espaço amostral inteiro, e é ele que dá sentido ao “nenhum dos dois”: é a área do retângulo que sobra fora dos dois círculos.

No menu de cenários você escolhe qual das oito é a sua. Ela vira o número grande do visor e sai pintada no diagrama, e é aí que a diferença entre elas fica visível: “pelo menos um” pinta os três pedaços dos círculos, “exatamente um” pinta os dois crescentes e deixa o meio branco, e “nenhum dos dois” pinta só o que sobra em volta. As outras sete continuam escritas na lista, para conferir.

As oito, e de que pedaços cada uma é feita
A pergunta Em símbolos De que é feita
Os dois acontecem P(A∩B) o pedaço do meio
Pelo menos um acontece P(A∪B) só A + os dois + só B
Exatamente um acontece P(AΔB) só A + só B
Nenhum dos dois P((A∪B)′) o que sobra no retângulo
A não acontece P(A′) só B + nenhum
B não acontece P(B′) só A + nenhum
Só A, e não B P(A∩B′) o pedaço da esquerda
Só B, e não A P(A′∩B) o pedaço da direita

A tabela do passo a passo, abaixo do painel, mostra a conta de cada uma com os seus números no lugar. Duas moedas, cara em cada uma, com 50% de chance e independentes:

Os dois=0,5×0,5=25%Pelo menos um=50%+50%25%=75%Nenhum=100%75%=25%

Exatamente uma cara é o que sobra: 75% − 25% = 50%. Os quatro pedaços, só A, os dois, só B e nenhum, valem 25% cada e somam 100%.

Eventos independentes e mutuamente exclusivos

Os dois termos soam parecidos e significam coisas opostas.

Eventos independentes, em uma linha cada
Independentes
O que quer dizer Um não afeta o outro
Podem acontecer juntos? Podem
P(A e B) P(A) × P(B)
P(A ou B) P(A) + P(B) − P(A e B)
Exemplo Duas moedas, dois dados
Eventos mutuamente exclusivos, em uma linha cada
Mutuamente exclusivos
O que quer dizer Um impede o outro
Podem acontecer juntos? Não podem
P(A e B) 0
P(A ou B) P(A) + P(B)
Exemplo Cara e coroa na mesma jogada

A subtração no “ou” dos independentes existe por um motivo geométrico: somando P(A) e P(B), os casos em que os dois acontecem entram nas duas parcelas e ficam contados duas vezes. Subtrair a interseção conserta isso.

E dois eventos exclusivos nunca somam mais de 100%: se somassem, não sobraria probabilidade para o resto do espaço amostral. A calculadora recusa essa combinação dizendo isso.

Evento complementar: a chance de não acontecer

O evento complementar é o que sobra:

P(nãoA)=1P(A)

Parece óbvio e é a ferramenta mais útil da matéria, porque muitos problemas ficam fáceis do avesso. “Qual a chance de sair pelo menos um 6 em quatro dados” é uma conta feia pela frente e uma conta curta por trás: 1 menos a chance de não sair 6 nenhuma vez:

P=1(56)410,48251,8%

Distribuição binomial: acertos em várias tentativas

Quando a mesma tentativa se repete n vezes, sempre com a mesma chance p, e a pergunta é “quantas vezes acertei”:

P(X=k)=C(n,k)×pk×(1p)nk

Os três pedaços têm significado próprio:

  • pᵏ é a chance dos k acertos acontecerem;
  • (1 − p)ⁿ⁻ᵏ é a chance dos erros restantes acontecerem;
  • C(n, k) conta de quantas maneiras diferentes os acertos podem se espalhar pelas tentativas.

Em 10 jogadas de moeda, exatamente 3 caras: há C(10, 3) = 120 arranjos possíveis dessas 3 caras, cada um com chance (1/2)¹⁰:

P=120×(12)10=1201.02411,72%

Repare que o resultado mais provável não é o único que interessa. A página mostra também “no máximo k” e “pelo menos k”, que é o que a maioria das perguntas realmente pede.

O gráfico de barras ao lado do resultado desenha a distribuição inteira, uma barra por número de acertos possível, com a sua marcada em escuro. É ele que responde de relance a pergunta que o número sozinho não responde: o seu resultado é o esperado, ou é um azar de ponta? A linha tracejada da média é a régua dessa leitura.

Sempre, nunca, e pelo menos uma vez

Três perguntas aparecem tanto que merecem nome próprio, e as três são a mesma binomial com o número de acertos nos extremos:

  • Acertar sempre é acertar nas n tentativas: pⁿ.
  • Nunca acertar é errar nas n: (1 − p)ⁿ.
  • Acertar pelo menos uma vez é o que sobra do anterior: 1 − (1 − p)ⁿ.

A terceira é a mais pedida e a que mais engana. Jogando um dado quatro vezes, a chance de sair pelo menos um 6 não é 4 × 1/6, que daria 66,7%: é 1 − (5/6)⁴ = 51,8%. Somar as chances conta duas vezes os casos em que o 6 sai mais de uma vez.

As três aparecem no resultado assim que você preenche as tentativas e a chance de cada uma, sem precisar de outro formulário.

Distribuição normal e escore z

As três primeiras contas desta página tratam de coisas que se contam: faces de dado, cartas, acertos. A quarta trata do que se mede: altura, peso, tempo, nota. Medidas não caem em casos separados, elas se espalham em torno de uma média, e o desenho desse espalhamento é a curva normal.

Para achar a chance de uma medida cair numa faixa, a conta traduz o valor para distância da média em desvios, que é o escore z:

z=xμσ

Uma altura de 1,80 m numa população de média 1,70 m e desvio 0,08 m:

z=1,801,700,08=1,25

Ela está um desvio e um quarto acima da média, e 89,4% das pessoas dessa população têm altura menor. Entre 1,60 m e 1,80 m, de z = −1,25 a z = 1,25, ficam 78,9%. O z é o que permite comparar coisas de unidades diferentes, e é ele que a tabela z do livro recebe.

A área embaixo da curva até aquele ponto é a probabilidade. A página desenha essa área pintada, escreve a porcentagem dentro dela e mostra o z de cada limite, que é exatamente o que você copiaria para a folha da prova.

A regra 68, 95, 99,7 e o intervalo de confiança

Numa distribuição normal, a fatia em torno da média é sempre a mesma, não importa a média nem o desvio:

  • Um desvio para cada lado guarda 68,27% dos valores;
  • Dois desvios guardam 95,45%;
  • Três desvios guardam 99,73%.

É por isso que a tabela de intervalos de confiança aparece no resultado: ela faz o caminho inverso, partindo da confiança que você quer e devolvendo a faixa de valores. Para 95% de confiança a distância é de 1,96 desvio, que é o número mais citado da estatística inteira.

Uma ressalva que vale dizer: a curva normal descreve bem altura, erro de medida e nota de prova grande, e descreve mal renda, tempo de espera e preço. Antes de usar esta parte da página, vale saber se os seus dados se espalham mesmo desse jeito.

Probabilidade e porcentagem

Probabilidade e porcentagem são o mesmo número em roupas diferentes: 0,25 e 25% são a mesma chance. A página mostra as três formas de uma vez, com a fração já simplificada, porque cada matéria prefere uma delas: o livro de estatística usa decimal, o jornal usa porcentagem e o livro de matemática usa fração.

Fórmula usada

P=casos favoráveiscasos possíveis P(AB)=P(A)+P(B)P(AB) P(X=k)=C(n,k)×pk×(1p)nk z=xμσ Em eventos independentes, P(A∩B) = P(A) × P(B); em mutuamente exclusivos, P(A∩B) = 0. Na binomial, n é o número de tentativas, k o de acertos e p a chance de cada uma. Na normal, μ é a média e σ o desvio padrão.

Definição clássica de Laplace: a probabilidade de um evento é o número de casos favoráveis dividido pelo número de casos possíveis, num espaço amostral de resultados equiprováveis. Para dois eventos independentes, P(A∩B) = P(A)×P(B) e P(A∪B) = P(A)+P(B)−P(A∩B), sendo a subtração necessária para não contar a interseção duas vezes; as oito combinações saem dos quatro pedaços que partem o espaço amostral, só A, os dois, só B e nenhum, cuja soma é sempre 100%. Para eventos mutuamente exclusivos, P(A∩B) = 0 e P(A∪B) = P(A)+P(B); como a união não pode passar de 1, a soma de dois eventos exclusivos acima de 100% é recusada. A distribuição binomial dá P(X=k) = C(n,k)·pᵏ·(1−p)ⁿ⁻ᵏ para n ensaios independentes de mesma probabilidade, com média np e desvio √(np(1−p)); acertar sempre é pⁿ, nunca acertar é (1−p)ⁿ e acertar pelo menos uma vez é o complemento deste. A combinação C(n,k) é acumulada num laço que multiplica e divide alternadamente, em vez de calculada por fatoriais: 171! já ultrapassa o maior número representável em ponto flutuante, e a forma acumulada mantém o valor pequeno a cada passo. A área da distribuição normal entre dois valores é a diferença das acumuladas nos dois pontos, com z = (x−μ)÷σ; a acumulada é calculada pela série de potências Φ(z) = ½ + φ(z)·(z + z³/3 + z⁵/(3·5) + …), que é a função exata somada até o limite do ponto flutuante, e não uma aproximação de tabela: o erro medido é de 9 × 10⁻¹⁶, contra 7,5 × 10⁻⁸ da aproximação 26.2.17 do Abramowitz & Stegun que se usa habitualmente. Os valores críticos da tabela de intervalos de confiança são os bilaterais publicados da normal padrão, 1,2816 para 80%, 1,6449 para 90%, 1,96 para 95%, 2,3263 para 98%, 2,5758 para 99% e 3,2905 para 99,9%.

Como conferimos este cálculo

Perguntas frequentes

Como calcular a probabilidade de um evento?

Divida a quantidade de casos favoráveis pela quantidade total de casos possíveis, desde que todos sejam igualmente prováveis. Num baralho de 52 cartas, tirar uma carta de copas é 13 ÷ 52 = 25%.

Qual a diferença entre eventos independentes e mutuamente exclusivos?

Independentes podem acontecer juntos e um não afeta o outro, então multiplicam-se para o “e”. Mutuamente exclusivos não podem acontecer juntos, então P(A e B) é zero e as probabilidades apenas se somam no “ou”.

Como calcular a chance de algo acontecer pelo menos uma vez?

Pelo complementar. Calcule a chance de não acontecer nenhuma vez e subtraia de 100%. É quase sempre mais curto que somar todos os casos favoráveis.

Qual a probabilidade de tirar dois 6 em dois dados?

1 em 36, cerca de 2,78%. Os dados são independentes, e a chance de cada um é 1/6: 1/6 × 1/6 = 1/36. A chance de sair pelo menos um 6 nos dois é bem maior, 11/36, cerca de 30,56%.

O que é distribuição binomial?

É a distribuição do número de acertos em n tentativas independentes com a mesma probabilidade p. Ela responde perguntas do tipo “qual a chance de acertar exatamente 3 de 10”.

Para que serve o diagrama de Venn na probabilidade?

Ele mostra o espaço amostral como um retângulo e cada evento como um círculo dentro dele. A área onde os círculos se cruzam é a chance dos dois acontecerem juntos, e o que sobra do retângulo é a chance de nenhum acontecer. Em eventos mutuamente exclusivos os círculos não se tocam, e é aí que se vê por que a interseção deles é zero.

Como calcular a probabilidade na distribuição normal?

Transforme o valor em escore z com z = (x − μ) ÷ σ e consulte a área acumulada até esse z. Para uma faixa entre dois valores, a área é a diferença entre as duas acumuladas. A calculadora faz os dois passos e mostra o z de cada limite ao lado da resposta.

O que quer dizer 1,96 desvio padrão?

É a distância da média que deixa 95% da curva normal no meio, com 2,5% sobrando em cada cauda. Por isso 1,96 aparece em toda margem de erro de pesquisa eleitoral e em todo intervalo de confiança de 95%.

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