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Calculadora de PG (Progressão Geométrica)

A calculadora de PG resolve a fórmula do termo geral nas quatro direções, com o produto dos termos, a progressão a partir de dois termos e a interpolação geométrica. A razão 1 tem fórmula própria, a soma infinita só sai quando existe, e a raiz de índice par devolve os dois sinais.

Termo Geral da PG

Exemplo: a PG que começa em 2 com razão 3 tem 486 no sexto termo.

O que você quer descobrir A fórmula do termo geral tem quatro letras. Sabendo três delas, a quarta sai por conta.

Por quanto se multiplica de um termo para o próximo. Pode ser negativa, e não pode ser zero.

486,00 Resultado

Termo a₆

A Conta
aₙ = a₁ × q^(n − 1) = 2 × 3^(6 − 1) = 486
Soma dos n Termos
728,00
Produto dos n Termos
918.330.048,00
Como Se Chega à Soma
Sₙ = a₁(qⁿ − 1) ÷ (q − 1) = 2 × (3^6 − 1) ÷ (3 − 1) = 728
Como Se Chega ao Produto
Pₙ = (a₁ × aₙ)^(n ÷ 2) = (2 × 486)^(6 ÷ 2) = 918330048
Tipo da Progressão
Progressão crescente: cada termo é 3 vezes o anterior.
Os Primeiros Termos
2, 6, 18, 54, 162, 486
Soma Infinita
A soma infinita não existe com razão 3: ela só existe quando a razão está entre −1 e 1, sem incluir as pontas. Fora desse intervalo os termos não encolhem, a soma cresce sem limite, e aplicar a fórmula a₁ ÷ (1 − q) devolveria um número que não é a soma de nada.

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Todos os Termos da PG

Com os valores do exemplo. Preencha os seus e clique em Calcular.

Todos os Termos da PG
Posição Termo
1 2
2 6
3 18
4 54
5 162
6 486

PG a Partir de Dois Termos

Exemplo: se o 2º termo é 6 e o 5º é 162, a razão é 3 e o primeiro termo é 2.

3,00 Razão q

Primeiro Termo a₁
2,00
Como Se Chega à Razão
q = (a₅ ÷ a₂)^(1 ÷ 3) = (162 ÷ 6)^(1 ÷ 3) = 3
Como Se Chega ao Primeiro
a₁ = a₂ ÷ q^(2 − 1) = 6 ÷ 3^1 = 2
A Outra Razão Possível
A raiz é de índice ímpar e tem um valor real só: não existe outra razão possível.
Termo Geral Desta PG
aₙ = 2 × 3^(n − 1)
Tipo da Progressão
Progressão crescente: cada termo é 3 vezes o anterior.
Os Primeiros Termos
2, 6, 18, 54, 162

Interpolação Geométrica

Exemplo: inserir 3 meios geométricos entre 2 e 162 dá razão 3.

Os meios geométricos são os termos que entram ENTRE os dois extremos. Com k meios, a progressão fica com k + 2 termos.

3,00 Razão q

Os Meios Inseridos
6, 18, 54
Como Se Chega à Razão
q = (aₙ ÷ a₁)^(1 ÷ (k + 1)) = (162 ÷ 2)^(1 ÷ 4) = 3
A Outra Razão Possível
A raiz tem dois sinais: −3 também resolve, e a progressão dele troca de sinal a cada termo.
Tamanho da Progressão
Com os 3 meios inseridos, a progressão fica com 5 termos.
Tipo da Progressão
Progressão crescente: cada termo é 3 vezes o anterior.
Produto da Progressão Inteira
1.889.568,00

O que é uma progressão geométrica

Progressão geométrica, ou PG, é uma sequência em que cada termo é o anterior multiplicado por uma constante, a razão. Em 2, 6, 18, 54… a razão é 3.

Para achar a razão de uma sequência que você já tem, divida um termo pelo anterior: q = a₂ ÷ a₁. Uma PG multiplica sempre pela mesma coisa, e por isso cresce ou encolhe em proporção, e não em passos iguais como a PA.

Termo geral da PG

an=a1×qn1

O expoente é n − 1 pelo mesmo motivo da PA: o primeiro termo já existe antes de multiplicar por razão nenhuma.

A PG que começa em 2 com razão 3, no sexto termo:

a6=2×35=2×243=486

Soma da PG e o buraco da razão 1

A soma dos seis primeiros termos da mesma PG, 2 + 6 + 18 + 54 + 162 + 486:

S6=2×(361)31=2×7282=728

Essa fórmula tem um ponto cego: com q = 1 ela vira 0/0, porque o denominador q − 1 é zero.

Não é que a soma não exista. Com razão 1 todos os termos são iguais a a₁, e a soma é simplesmente n × a₁, que se faz de cabeça. A calculadora troca de fórmula nesse caso e diz que trocou.

Soma infinita da PG, e quando ela não existe

A fórmula só vale com a razão entre −1 e 1:

S=a11q

Somar infinitos números e chegar a um total finito parece contradição, e não é: com razão entre −1 e 1 os termos encolhem tão depressa que a soma para. Em 1 + 1/2 + 1/4 + 1/8 + … o total é 2, e nunca passa disso:

S=1112=2

Fora desse intervalo a série diverge: a soma cresce sem limite e não existe total. Aplicar a fórmula mesmo assim é o erro mais copiado da matéria: com a₁ = 1 e q = 2 ela devolve −1, um número negativo para uma soma de termos que só crescem.

Por isso esta página não mostra soma infinita quando ela não existe. Mostra a frase que explica por quê.

A razão decide
Razão Os termos Soma infinita
q > 1 Crescem Não existe
q = 1 Ficam iguais Não existe
0 < q < 1 Encolhem a₁ ÷ (1 − q)
−1 < q < 0 Encolhem alternando sinal a₁ ÷ (1 − q)
q ≤ −1 Alternam sem encolher Não existe

Produto dos termos da PG

A PG tem uma conta que a PA não tem: o produto dos n termos. Ela sai do mesmo truque de Gauss, trocando soma por multiplicação. Emparelhando o primeiro com o último, o segundo com o penúltimo e assim por diante, todo par dá o mesmo produto a₁ × aₙ, e são n ÷ 2 pares:

Pn=(a1×an)n2

Na PG 2, 6, 18, 54, 162, 486:

P6=(2×486)3=9723=918.330.048

O número cresce depressa: numa PG de razão 3 com vinte termos o produto já passa de 10⁵⁰, e a página o escreve em notação científica em vez de cortar dígitos.

Como achar a razão, a quantidade de termos e o primeiro termo

A fórmula do termo geral tem quatro letras: a₁, q, n e aₙ. Sabendo três, a quarta sai:

  • Falta o termo: aₙ = a₁ × q^(n − 1).
  • Falta a razão: q = (aₙ ÷ a₁) elevado a 1 ÷ (n − 1). Repare no menos um: entre o primeiro e o sexto termo há cinco multiplicações, e não seis.
  • Falta a quantidade: n = log(aₙ ÷ a₁) ÷ log(q) + 1. Se não der inteiro, o valor procurado não é termo daquela PG.
  • Falta o primeiro: a₁ = aₙ ÷ q^(n − 1).

A raiz que tem dois sinais

Achar a razão é tirar uma raiz de índice n − 1, e aí aparece uma coisa que não existe na PA: quando o índice é par, a raiz real tem dois valores. De 1 até 4 em três termos há dois saltos, e a raiz quadrada de 4 é 2 e −2: as progressões 1, 2, 4 e 1, −2, 4 satisfazem as duas o enunciado. A página devolve as duas, porque as duas são resposta.

E há o caso em que ela não existe: com índice par e quociente negativo, nenhum número real elevado a expoente par dá negativo. De 1 até −4 em três termos não há PG real nenhuma, e é isso que a página responde.

A PG a partir de dois termos quaisquer

“O segundo termo é 6 e o quinto é 162” não dá nem o primeiro termo nem a razão. O caminho é o mesmo da PA com a operação trocada: o quociente entre dois termos é a razão elevada à distância entre as posições deles.

Entre a₂ e a₅ há 3 saltos:

q=16263=273=3a1=63=2

Com a razão, volta-se do segundo até o primeiro dividindo uma vez. A PG é 2, 6, 18, 54, 162.

Interpolação geométrica: inserir meios

Inserir meios geométricos entre dois números é completar o caminho de um até o outro multiplicando sempre pelo mesmo fator. Inserir 3 meios entre 2 e 162 faz uma PG de 5 termos, e o número de saltos é 4.

Daí a razão é a raiz de índice k + 1 do quociente, com k meios:

q=16224=814=3

A progressão fica 2, 6, 18, 54, 162. O erro clássico é dividir o expoente por k em vez de k + 1.

Como saber se três números estão em PG

Numa PG, cada termo é a média geométrica do anterior com o seguinte: a, b e c estão em PG quando b² = a × c. É a propriedade que resolve o exercício de encontrar x. x, x + 3 e x + 9 estão em PG:

(x+3)2=x(x+9)x2+6x+9=x2+9xx=3

Os termos ficam 3, 6 e 12, com razão 2. É a versão multiplicativa da propriedade da PA, em que o termo do meio é a média aritmética dos vizinhos.

Três termos em PG: x/q, x, xq

Com a soma e o produto de três termos em PG, chame o do meio de x e os outros de x/q e xq. O produto vira x³, e a razão some dele. Três números em PG têm produto 216 e soma 26:

x3=216 x=66q+6+6q=263q210q+3=0

A equação do segundo grau dá q = 3 ou q = 1/3, e as duas levam aos mesmos números, 2, 6 e 18, em ordem crescente ou decrescente.

Dízima periódica como soma de uma PG

A dízima 0,333… é a soma infinita 3/10 + 3/100 + 3/1000 + …, uma PG de primeiro termo 3/10 e razão 1/10. Como a razão está entre −1 e 1, a soma infinita existe:

0,333…=3101110=13

É a demonstração de que a dízima é exatamente 1/3, e não uma aproximação. Com período de dois algarismos, a razão é 1/100: 0,2727… = (27/100) ÷ (99/100) = 27/99 = 3/11.

PG crescente, decrescente, alternante e constante

A classificação vem da razão e do sinal do primeiro termo. Com a₁ positivo: q maior que 1, a PG cresce (2, 6, 18…); q entre 0 e 1, decresce na direção de zero (64, 32, 16…); q igual a 1, é constante; q negativo, alterna o sinal a cada termo. Com a₁ negativo, crescente e decrescente trocam de lugar: −2, −6, −18… tem razão 3 e decresce.

Juros compostos formam uma PG

No regime de juros compostos, o saldo é multiplicado todo mês pelo mesmo fator, e a sequência de saldos é uma PG. R$ 1.000 a 1% ao mês: 1.010, 1.020,10, 1.030,30…, uma PG de razão 1,01. O décimo segundo mês é o termo geral aplicado ao dinheiro:

mês 12=1.000×1,0112R$ 1.126,83

Nos juros simples, o mesmo capital chegaria a R$ 1.120,00, porque ali o saldo cresce pela mesma soma todo mês, e a sequência é uma PA.

Razão negativa alterna o sinal

Com q = −2 a sequência 1, −2, 4, −8, 16 troca de sinal a cada passo. É uma PG legítima, e as fórmulas do termo geral e da soma funcionam sem alteração.

Por que a razão não pode ser zero

Com q = 0 a sequência vira a₁, 0, 0, 0… A razão deixaria de poder ser recuperada dividindo um termo pelo anterior, e a definição de PG exige razão diferente de zero. O mesmo vale para o primeiro termo.

Onde uma PG aparece fora da prova

Juros compostos, crescimento de população, meia-vida de um material, dobra de um investimento. Toda vez que a variação é percentual e não absoluta, a sequência é geométrica: aumentar 10% ao mês é multiplicar por 1,1 todo mês, e isso é uma PG de razão 1,1.

Fórmula usada

an=a1×qn1 Sn=a1(qn1)q1 S=a11q a₁ é o primeiro termo, q a razão, n a posição e aₙ o termo dessa posição. A soma dos n termos vale para q diferente de 1; com q = 1 ela é n × a₁. A soma infinita só existe com a razão entre −1 e 1, sem as pontas.

Progressão geométrica do currículo do ensino médio. O termo geral é aₙ = a₁ × q^(n − 1); a soma dos n primeiros termos é Sₙ = a₁(qⁿ − 1)/(q − 1) para q ≠ 1 e n × a₁ para q = 1, caso em que a fórmula geral daria 0/0; a soma infinita S∞ = a₁/(1 − q) só existe com a razão entre −1 e 1, sem as pontas, e fora desse intervalo a série diverge e a página não escreve número nenhum. O produto dos n termos é Pₙ = (a₁ × aₙ)^(n/2), pelo emparelhamento dos termos equidistantes. As inversões são q = (aₙ/a₁)^(1/(n − 1)), n = log(aₙ/a₁)/log(q) + 1 e a₁ = aₙ/q^(n − 1); com índice par a raiz real tem dois valores, e as duas progressões são devolvidas, e com quociente negativo e índice par não há razão real. A PG a partir de dois termos sai de aₖ/aₘ = q^(k − m), e a interpolação geométrica de k meios dá q = (aₙ/a₁)^(1/(k + 1)). Razão e primeiro termo iguais a zero são recusados, porque a razão deixaria de poder ser recuperada dividindo um termo pelo anterior.

Como conferimos este cálculo

Perguntas frequentes

Qual a fórmula do termo geral da PG?

aₙ = a₁ × q^(n − 1). O expoente é n − 1 porque o primeiro termo já existe antes de multiplicar por qualquer razão: para chegar ao sexto termo multiplica-se cinco vezes.

Quando existe a soma infinita de uma PG?

Só quando a razão está entre −1 e 1, sem incluir as pontas. Nesse intervalo os termos encolhem depressa o bastante para a soma parar num número, dado por S∞ = a₁ ÷ (1 − q). Fora dele a série diverge e não existe soma.

Como calcular a soma de uma PG de razão 1?

Com razão 1 todos os termos são iguais ao primeiro, então a soma é n × a₁. A fórmula geral não serve porque ela divide por q − 1, que seria zero.

Como calcular o produto dos termos de uma PG?

Pₙ = (a₁ × aₙ) elevado a n ÷ 2. Emparelhando o primeiro com o último, o segundo com o penúltimo e assim por diante, todo par dá o mesmo produto, e são n ÷ 2 pares. Em 2, 6, 18, 54, 162, 486: (2 × 486)³ = 918.330.048.

Como achar a razão de uma PG sabendo dois termos?

Divida um termo pelo outro e tire a raiz de índice igual à distância entre as posições. Com a₂ = 6 e a₅ = 162: q = (162 ÷ 6)^(1/3) = 3. Quando essa distância é par, a raiz tem dois sinais e as duas progressões existem.

O que são meios geométricos?

São os termos que entram entre dois números dados para formar uma PG. Inserir k meios entre a e b dá uma progressão de k + 2 termos e razão (b ÷ a) elevado a 1 ÷ (k + 1).

Qual a diferença entre PA e PG?

Na PA, cada termo é o anterior mais uma constante, e a sequência cresce em passos iguais. Na PG, cada termo é o anterior vezes uma constante, e a sequência cresce em proporção. 2, 4, 6, 8 é PA de razão 2; 2, 4, 8, 16 é PG de razão 2.

A razão de uma PG pode ser negativa?

Pode, e nesse caso o sinal dos termos alterna: 1, −2, 4, −8. As fórmulas do termo geral e da soma são as mesmas. A soma infinita continua existindo se a razão estiver entre −1 e 0.

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