Calculadora de Telhas
Na calculadora de telhas, a área que você mede na planta é a sombra do telhado, e o telhado é maior que a própria sombra. E o número de águas não muda essa área, por mais que as calculadoras de telha digam que muda. A página conta as telhas pelo rendimento gravado na peça, e dá a cumeeira, os espigões, a ripa e o caibro.
Quantas Telhas
Exemplo: telhado de 8 m por 6 m em planta, com 30% de inclinação.
35% está acima dos 33,75% que o fabricante pede para um pano de 4,87 m.
Comprar
1.835 telhas
R$ 8.215,6 de custo total
- Telhas por Metro Quadrado
- 16 por m²
- Quanto Cada Peça Cobre
- 0,0625 m², que é o inverso do rendimento gravado na peça
- Área de Cobertura
- 103,04 m²
- Área Real do Telhado
- 109,17 m²
- O Que a Inclinação Acrescenta
- 1,059, que são 5,95% a mais que a área da planta
- A Inclinação nas Três Formas
- 35%, que é 19,3° ou 4,2:12
- Cumeeira
- 11,2 m
- Espigão
- 0 m
- Quantos Caibros
- 46 caibros de 4,87 m: 23 por face a cada 50 cm mais um no fim
- Metros de Caibro
- 218,34 m
- Metros de Ripa
- 332,83 m
- De Onde Vêm as Despesas
- R$ 2.070 em 46 caibros
- De Onde Vem o Custo
- R$ 3.303 de telhas, mais R$ 4.912,6 de mão de obra
- A Conta
- 103,04 m² de cobertura × 1,059 = 109,17 m² de telhado; 16 telhas por m² com 5% de perda = 1.835 telhas.
Sobre o Recorte
Telhado sem espigão: o recorte fica nas bordas e nos vãos, e é pouco. É por isso que a perda de um telhado retangular de duas águas costuma bastar em 5%.
Sobre o Apoio
Telha cerâmica se apoia na ripa, e o espaçamento dela é a galga. A terça que sustenta os caibros não entra nesta página: o dimensionamento dela depende da bitola da madeira e do vão, e é da ABNT NBR 7190.
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Como calcular quantas telhas comprar
A quantidade de telhas é a área real do telhado vezes o rendimento da telha, em peças por metro quadrado, mais a perda. A área real sai da área em planta e da inclinação; o rendimento está gravado na própria telha. Casa de 10 por 8 m sem beiral, 30% de inclinação, telha de 16 peças por m² e 5% de perda:
A página arredonda para cima: 1.404 telhas. O número de águas não entra nessa conta, como mostram as seções abaixo; ele muda a cumeeira e os espigões.
O telhado é maior que a sombra dele
A área que se mede na planta é a projeção do telhado no chão, e o telhado é um plano inclinado apoiado sobre essa projeção. Ele é sempre maior.
Quanto maior, sai de um triângulo retângulo. Num caimento de 30%, cada metro andado na horizontal sobe 30 centímetros, e o telhado percorre a hipotenusa:
Em 30% isso dá 1,044: quatro e meio por cento a mais de telha. Parece pouco, e num telhado de 200 m² são nove metros quadrados. Em 100% de caimento, que é o telhado de 45 graus, o fator vai a 1,414: quarenta por cento a mais.
| Inclinação | Fator | A mais |
|---|---|---|
| 10% | 1,005 | 0,5% |
| 20% | 1,020 | 2,0% |
| 30% | 1,044 | 4,4% |
| 40% | 1,077 | 7,7% |
| 100% | 1,414 | 41,4% |
O beiral entra antes disso, e nos dois lados de cada dimensão: 60 cm de beiral numa casa de 10 por 8 metros deixa o telhado com 11,20 por 9,20, que são 103 m² de cobertura em vez de 80.
O número de águas não muda a área do telhado
Esta é a correção mais importante desta página, e ela contraria o que as calculadoras de telha costumam fazer. Várias oferecem um campo de número de águas e usam o número para multiplicar a área: mais cinco por cento em duas águas, mais oito em três, mais dez em quatro.
Não é assim. Uma casa de 10 por 8 metros com 30% de caimento tem 83,52 m² de telhado com uma água, com duas, com três ou com quatro. Cada face tem área igual à própria sombra dividida pelo cosseno do caimento, e as sombras das faces cobrem a planta inteira sem sobrar nem faltar. Somando todas, o que resta é a planta dividida pelo cosseno, e o número de faces desapareceu.
Quem multiplica por 1,10 num telhado de quatro águas compra dez por cento de telha a mais do que o telhado tem, além da margem de quebra que já pediu no campo de perda. E se tiver informado o preço da mão de obra por metro quadrado, paga a mão de obra de dez por cento de telhado que não existe.
O SINAPI, a base de composições do Governo Federal, diz o mesmo em números que qualquer um pode conferir. Ele tem composições separadas por número de águas, e o consumo de telha é idêntico nos dois lados do par:
| Composição | Telha | Telhadista |
|---|---|---|
| 94195, portuguesa até 2 águas | 17,748521 un/m² | 0,135 h/m² |
| 94198, portuguesa mais de 2 águas | 17,748521 un/m² | 0,270 h/m² |
| 94201, colonial até 2 águas | 0,027535 mil/m² | 0,168 h/m² |
| 94204, colonial mais de 2 águas | 0,027535 mil/m² | 0,443 h/m² |
A telha não se move. A mão de obra dobra. Mais águas encarecem a execução, e não a quantidade de material.
O que o número de águas muda de verdade
Duas coisas, e as duas aparecem no resultado.
A cumeeira e os espigões. Uma água não tem cumeeira nenhuma: ela sobe de uma borda à outra e termina no alto, onde vai rufo ou testeira. Duas águas têm uma cumeeira do comprimento do telhado. Quatro águas têm uma cumeeira mais curta que o telhado, mais quatro espigões descendo até os cantos.
| Águas | Área do telhado | Cumeeira |
|---|---|---|
| 1 água | 83,52 m² | nenhuma |
| 2 águas | 83,52 m² | 10,00 m |
| 3 águas | 83,52 m² | 6,00 m |
| 4 águas | 83,52 m² | 2,00 m |
| Águas | Cumeeira | Espigão |
|---|---|---|
| 1 água | nenhuma | nenhum |
| 2 águas | 10,00 m | nenhum |
| 3 águas | 6,00 m | 11,57 m |
| 4 águas | 2,00 m | 23,13 m |
A área não se move. A cumeeira encolhe de dez metros para dois, e no lugar dela aparecem vinte e três metros de espigão, que é peça diferente e custa diferente. As calculadoras que testei respondem dez metros de cumeeira nos quatro casos, inclusive no telhado de uma água, que não tem cumeeira.
O recorte. Toda telha que encontra um espigão é cortada na diagonal, e o pedaço que sobra raramente serve em outro lugar. É por isso que telhado de quatro águas quebra mais. Isso é perda, e perda é o campo de perda desta página: entra onde você vê e pode mudar, e não escondida dentro da área.
De onde sai a cumeeira do telhado de quatro águas
Com a mesma inclinação nas quatro faces, os espigões descem a 45 graus vistos de cima. Isso põe cada ponta da cumeeira a meia largura das duas bordas vizinhas, e sobra para ela o comprimento maior menos o menor:
Cada espigão avança meia largura em cada direção e sobe o que a cumeeira sobe, então ele é a diagonal de um bloco:
Com b o lado menor e i a inclinação. Na casa de 10 por 8 a 30%:
Quatro espigões somam 23,13 m.
Num telhado quadrado de quatro águas a cumeeira dá zero, e é isso mesmo: ele é uma pirâmide, quatro espigões encontrando um ponto só.
Os dois números que a norma manda gravar na telha
A ABNT NBR 15310, na edição de 2005, item 4.2, obriga o fabricante a gravar em relevo na própria peça, entre outras coisas, o rendimento médio em telhas por metro quadrado, com uma casa decimal e a marca T/m², e a galga média em centímetros. Em setembro de 2025 a norma foi substituída pelas partes 15310-1 e 15310-2, que ainda não li; o que esta página usa dela é essa obrigação do fabricante, e é o carimbo da peça que vale.
São exatamente os dois campos desta página, e não por acaso: são o que a norma considera suficiente para dimensionar a compra. Se você tem a telha na mão, vire uma e leia o carimbo. Ele manda mais que qualquer lista, inclusive a desta página.
Não existe uma tabela de telhas por metro quadrado
A norma não publica rendimento por modelo. O item 4.7.2 diz que o projeto de modelo de telha é de responsabilidade do fabricante, e o 4.7.6 manda o projeto dele indicar a galga, o rendimento e a declividade de utilização.
Procurei no texto inteiro da NBR 15310: a palavra portuguesa aparece zero vez e americana aparece zero vez. Os dois modelos mais vendidos do Brasil não são nomeados pela norma. O que existe é um anexo informativo, com desenhos de francesa, romana, colonial, paulista e plan herdados de normas canceladas.
E os catálogos discordam entre si. Só na telha portuguesa, entre fabricantes conferidos um a um:
| Fabricante | Telhas por m² |
|---|---|
| Cerâmica Barrobello | 15,2 |
| Cerâmica Navarro | 15,5 |
| Cerâmica Laranjal | 16,0 |
| Artplan Telhas | 16,3 |
| Cerâmica Winter | 16,5 |
Entre a primeira linha e a última há oito por cento de diferença. Num telhado de 100 m² são cento e trinta telhas. É por isso que o menu desta página nomeia o fabricante de cada linha e deixa os dois campos editáveis, em vez de oferecer um número único como se fosse norma.
Vale desconfiar das tabelas genéricas que circulam. Uma delas está publicada num material de ensino de um instituto federal, com cara de fonte técnica, e a legenda da própria tabela declara que a fonte é o site de uma loja de telhas. Esse domínio hoje nem existe mais.
A inclinação mínima cresce com o comprimento do pano
A NBR 15310 também não fixa inclinação mínima: a palavra inclinação não aparece nenhuma vez no texto dela, e declividade aparece uma só, para dizer que o projeto do fabricante deve indicá-la.
Quem publica a regra é o Guia Prático de Execução de Cobertura com Telhas Cerâmicas da ANICER, a associação da indústria: a mínima vale até 3 metros de pano, e sobe 2 pontos percentuais por metro adicional. Pano é o caminho da água, da beirada até a cumeeira, medido no plano inclinado.
Isso muda o veredito de casos comuns. Uma casa de 8 metros de largura em duas águas tem pano de pouco mais de 4 metros, e a mínima de 30% sobe para cerca de 32,4%. O telhado de 30% que todo mundo cita já está abaixo.
E os fabricantes não concordam nem na base. Um grupo parte de 30% para pano de 3 metros e outro parte de 35%, com uma linha de telha plana exigindo 40%. A página usa a do modelo escolhido e mostra a conta.
No fibrocimento, a placa cobre menos no telhado deitado
Aqui a conta é outra, e é onde as calculadoras erram mais feio. Eternit e Brasilit não publicam área útil por peça: publicam a largura útil e o recobrimento longitudinal mínimo. E os dois mudam com o caimento, porque quanto mais deitado o telhado, mais uma placa tem de cobrir a de baixo para a água não voltar.
| Inclinação | Longitudinal |
|---|---|
| 5° a 10° (9% a 18%) | 25 cm |
| 10° a 15° (18% a 27%) | 20 cm |
| acima de 15° (27%) | 14 cm |
| Inclinação | Lateral |
|---|---|
| 5° a 10° (9% a 18%) | 1 onda e 1/4 |
| 10° a 15° (18% a 27%) | 1/4 de onda |
| acima de 15° (27%) | 1/4 de onda |
Numa placa de 2,44 por 1,10 m isso é a diferença entre 2,415 m² úteis num telhado de 30% e 1,938 m² num de 12%: vinte e cinco por cento a mais de placas para cobrir o mesmo galpão. As duas calculadoras que testei usam um número fixo por peça e não veem essa diferença.
E há uma armadilha de produto: a Eternit não vende Ondulada de 5 mm. A linha Ondulada dela é de 6 e 8 mm, com mínima de 9%; a de 5 mm chama-se Tropical, e pede 18%, o dobro. A Brasilit tem ondulada de 5, 6 e 8 mm e separa do mesmo jeito. Uma das calculadoras oferece “Eternit Ondulada 5 mm”, que é a mistura dos dois.
Inclinação em porcentagem não é inclinação em grau
Confundir os dois é o erro que mais aparece. 30% quer dizer 30 centímetros de subida a cada metro andado, o que corresponde a cerca de 16,7 graus. O fabricante declara a inclinação mínima em porcentagem, e é esse número que entra aqui. A resposta mostra o equivalente em graus ao lado, para conferir.
E a inclinação mínima não é sugestão: abaixo dela a água sobe por capilaridade entre as peças e o telhado goteja com vento. Não é defeito de instalação, é a telha sendo usada fora do que ela promete.
Ripa e caibro saem da mesma conta
O madeiramento é um interruptor no formulário, desligado por padrão: nem todo telhado é de madeira, e nem quem conta telha vai comprar caibro. Ligado, ele responde o que a calculadora de comprimento de caibros da Omni responde, sem pedir de novo o que a página já sabe.
Lá se digita a distância horizontal e a elevação, ou a inclinação, e o caibro sai por Pitágoras. Aqui a distância horizontal é metade da largura do telhado, com o beiral, e a elevação é essa distância vezes o caimento. O caibro é a hipotenusa:
Com d a distância horizontal. Na casa de 8 m de largura a 30%, d = 4 m e o caibro tem 4 × 1,044 ≈ 4,18 m.
Quantos: um a cada espaçamento ao longo do comprimento, mais um no fim, por face. É a conta de treliças da referência. Em três e quatro águas as faces de canto levam caibros cada vez mais curtos, e contá-los como inteiros seria comprar madeira a mais; ali a página conta as faces inteiras e devolve os metros totais, que valem para qualquer arranjo.
A ripa corre na horizontal e sustenta cada fiada de telhas, então o espaçamento entre ripas é a galga da telha. O caibro corre no sentido da descida, e o espaçamento dele vem do projeto do madeiramento. Nos dois casos os metros totais são a área real dividida pelo espaçamento: fileiras espaçadas de tanto, cada uma atravessando o telhado.
Isso vale para telha cerâmica. Placa de fibrocimento não vai sobre ripa, vai sobre terça, e o que manda ali é o vão livre máximo que o fabricante publica, que a página responde. A terça de telhado cerâmico não entra aqui: o espaçamento dela depende da bitola da madeira e do vão, e é dimensionamento, não estimativa.
Onde a quebra some, e por que ela não tem fonte
Telhado de duas águas e retangular quebra pouco. Telhado com espigão, com água-furtada, com chaminé ou com claraboia quebra muito, porque toda telha que encontra uma dessas linhas é cortada em diagonal e o pedaço que sobra raramente serve em outro lugar.
Quanto exatamente? Ninguém publica. O SINAPI diz, nas composições de telhado, que “foi considerada uma perda por corte das telhas e quebras durante o manuseio”, e não diz quanto. Tentei deduzir dos coeficientes e não fecha: dão cerca de 6,3% na portuguesa, 3,9% na colonial, 12,5% numa das de fibrocimento e negativo na outra.
Os 5% que esta página abre são costume de ofício, e estão num campo editável por isso. Se o seu telhado tem muitos encontros, suba. E guarde a sobra: telha também muda de tonalidade entre lotes.
Fórmula usada
GEOMETRIA DO PLANO INCLINADO, mais dois dados de fabricante que a página nomeia. A área medida em planta é a projeção horizontal do telhado, e a área real é maior: num caimento de i por cento, cada metro andado na horizontal corresponde a √(1 + (i/100)²) metros de telhado, que é a hipotenusa de um triângulo retângulo de base 1 e altura i/100. Em 30% o fator é 1,0440, e em 100%, que é o caimento de 45 graus, é 1,4142. A inclinação entra em por cento, em graus ou em x:12, e a conta roda em por cento: x:12 é x × 100 ÷ 12, e o grau vira por cento pela tangente, que é por isso que grau não é uma unidade de fator do tema. O BEIRAL entra nos dois lados de cada dimensão, porque ele avança de cada lado: 60 cm de beiral numa casa de 10 por 8 deixa o telhado com 11,20 por 9,20 m. O NÚMERO DE ÁGUAS NÃO MULTIPLICA A ÁREA, e esta é a correção mais importante desta página. Duas calculadoras de referência multiplicam a área por 1,05 em duas águas, 1,08 em três e 1,10 em quatro; testada ao vivo, a de calculadorabrasil.com.br responde 1.420 telhas com uma água e 1.562 com quatro para a mesma casa de 10 por 8 a 30%. A geometria diz o contrário: cada face de um telhado de inclinação única tem área igual à própria projeção dividida pelo cosseno do caimento, e as projeções das faces ladrilham a planta sem sobrar nem faltar, então a soma é sempre a planta dividida pelo cosseno, qualquer que seja o número de faces. Montado face a face, um telhado de 10 por 8 a 30% dá 83,5225 m² com uma, duas, três ou quatro águas. O SINAPI confirma em números auditáveis: as composições 94195 (telha portuguesa em até 2 águas) e 94198 (mais de 2 águas) declaram o mesmo consumo de 17,748521 telhas por m² de projeção, e o par da colonial, 94201 e 94204, declara os mesmos 0,027535 milheiros; o que muda de uma composição para a outra é só a mão de obra, com o telhadista saindo de 0,135 h por m² para 0,27 h. Mais águas encarecem a execução e aumentam o recorte, e não a quantidade de telha. O QUE O NÚMERO DE ÁGUAS MUDA DE VERDADE é a cumeeira e os espigões, e a página responde os dois. Uma água não tem cumeeira. Duas águas têm uma cumeeira do comprimento do telhado. Com a mesma inclinação nas quatro faces, os espigões de um telhado de quatro águas descem a 45 graus em planta, o que deixa a cumeeira com o lado maior menos o lado menor e cada espigão com (lado menor ÷ 2) × √(2 + (i/100)²); três águas tem a cumeeira em lado maior menos meia largura, e dois espigões. As duas fórmulas foram conferidas contra a distância entre vértices do telhado montado em três dimensões, e não contra elas mesmas. A referência responde o comprimento do telhado como cumeeira nos quatro casos, inclusive no de uma água. TELHA CERÂMICA: OS DOIS NÚMEROS DO CARIMBO. A ABNT NBR 15310:2005 (a edição lida; o catálogo da ABNT a traz substituída em 11/09/2025 pelas ABNT NBR 15310-1:2025 e 15310-2:2025, que não foram lidas), item 4.2, obriga o fabricante a gravar em relevo na própria peça o rendimento médio em telhas por metro quadrado, com uma casa decimal e a marca T/m², e a galga média em centímetros. São exatamente os dois campos desta página, e a contagem é o rendimento vezes a área real vezes o fator de perda. A NORMA NÃO PUBLICA ESSES NÚMEROS POR MODELO: o item 4.7.2 diz que o projeto de modelo de telha é responsabilidade do fabricante e o 4.7.6 manda o projeto dele indicar galga, rendimento e declividade de utilização. No texto inteiro da norma a palavra "portuguesa" aparece zero vez e "americana" aparece zero vez; o que existe é o Anexo F, informativo, com desenhos de francesa, romana, colonial, paulista e plan herdados de normas canceladas. A INCLINAÇÃO MÍNIMA TAMBÉM NÃO ESTÁ NA NORMA: a palavra "inclinação" não aparece nenhuma vez no texto e "declividade" aparece uma, só para dizer que o projeto do fabricante deve indicá-la. O Guia Prático de Execução de Cobertura com Telhas Cerâmicas da ANICER diz o mesmo, e publica a regra que esta página aplica: a mínima vale até 3 m de pano e sobe 2 pontos percentuais por metro adicional, com fixação obrigatória de todas as telhas acima de 45%. O menu de modelos traz números de dois fabricantes nomeados, Cerâmica Laranjal e Cerâmica Montreal, como exemplo editável, e a variação entre catálogos é grande: só na portuguesa, entre catálogos conferidos um a um, o rendimento vai de 15,2 a 16,5 telhas por m², e a inclinação mínima tem dois padrões incompatíveis, um partindo de 30% e outro de 35% para pano de 3 m. Tabela genérica de telhas por m² costuma descender de página de loja: a que está publicada num material de ensino do IFSul declara na própria legenda que a fonte é o site de uma revenda, e esse domínio já nem resolve. FIBROCIMENTO: A ÁREA ÚTIL DEPENDE DA INCLINAÇÃO. Eternit e Brasilit publicam a largura útil e o recobrimento longitudinal mínimo, e nenhuma das duas publica área útil por peça nem peças por metro quadrado. E os dois números mudam com o caimento, pela mesma escada nas duas marcas: de 5 graus (9%) a 10 graus (18%), recobrimento longitudinal de 25 cm e recobrimento lateral de 1 onda e 1/4, que derruba a largura útil; de 10 a 15 graus (18% a 27%), recobrimento de 20 cm e 1/4 de onda; acima de 15 graus (27%), recobrimento de 14 cm. Numa placa de 2,44 por 1,10 m isso é a diferença entre 2,415 m² úteis num telhado de 30% e 1,938 m² num de 12%, ou seja, vinte e cinco por cento a mais de placas para cobrir o mesmo telhado. As duas referências usam um número fixo por peça e não veem essa diferença. ATENÇÃO AO PRODUTO: a Eternit não vende Ondulada de 5 mm, a linha Ondulada dela é de 6 e 8 mm com mínima de 9%, e a de 5 mm chama-se Tropical, com mínima de 18%; a Brasilit tem ondulada de 5, 6 e 8 mm e separa do mesmo jeito. A largura útil com 1 onda e 1/4 de recobrimento é declarada como 885 mm pela Eternit e como 870 mm pela Brasilit, e cada linha da tabela usa o número da própria marca. O MADEIRAMENTO é um interruptor, desligado por padrão, e segue a calculadora de comprimento de caibros da Omni: a distância horizontal é metade da largura do telhado com o beiral, a elevação é essa distância vezes o caimento, o comprimento de um caibro é a hipotenusa, distância × √(1 + (i/100)²), e a quantidade é comprimento do telhado ÷ espaçamento + 1 por face, contadas as duas faces inteiras. Os metros totais de ripa e de caibro são a área real dividida pelo espaçamento, que na ripa é a galga da telha e no caibro é o do projeto, e valem para qualquer número de águas. Só para telha cerâmica: Placa de fibrocimento não vai sobre ripa, vai sobre terça, e o que manda ali é o vão livre máximo do fabricante, que a página responde. A PERDA NÃO TEM FONTE PUBLICADA, e a página diz isso. O SINAPI declara nas composições de telhado que "foi considerada uma perda por corte das telhas e quebras durante o manuseio", sem dizer quanto, e os percentuais implícitos nas quatro composições não fecham entre si: dão cerca de 6,3% na portuguesa, 3,9% na colonial e 12,5% numa das de fibrocimento, e na outra dão negativo. Os 5% que a página abre são costume de ofício, editáveis, e a página avisa quando o telhado tem espigão, que é onde o recorte cresce. CUIDADO AO COMPARAR COM O SINAPI: os coeficientes das composições de telhado são por metro quadrado de PROJEÇÃO e já trazem a inclinação embutida, porque o caderno técnico declara que a portuguesa foi calculada com 30% de inclinação e a colonial com 20%. Multiplicar coeficiente do SINAPI por área inclinada conta a inclinação duas vezes. Esta página faz o contrário e deixa as duas à vista: a inclinação é campo, e o rendimento é o do carimbo da peça, sem nada embutido. O QUE A PÁGINA NÃO FAZ: água-furtada, chaminé, claraboia, telhado de inclinações diferentes entre as águas, dimensionamento do madeiramento, que é da ABNT NBR 7190, e contagem de cumeeira, rufo, calha e parafuso em peças, porque o comprimento útil de cada acessório varia com o fabricante.
Perguntas frequentes
Quantas telhas por metro quadrado?
Depende do modelo e do fabricante: o número está gravado na própria telha, em T/m². Na portuguesa, os catálogos vão de 15,2 a 16,5 por m². Multiplique pela área real do telhado, e não pela área da planta.
Telhado de quatro águas gasta mais telha?
Não na área: com a mesma inclinação, a área do telhado é a mesma com uma, duas, três ou quatro águas. Gasta mais com o recorte nos espigões, que é perda, e muda a cumeeira e os espigões.
Qual a inclinação mínima do telhado?
A que o fabricante da telha declara. Pelo guia da ANICER, a mínima vale até 3 m de pano e sobe 2 pontos percentuais por metro adicional.
Em que esta calculadora se baseia
A conta é geometria do plano inclinado, e o que tem fonte é o que a página toma emprestado: a obrigação de o fabricante gravar rendimento e galga na peça, a regra de inclinação mínima por comprimento do pano e o consumo por metro quadrado que o SINAPI publica. Os números de catálogo de fabricantes são exemplo editável e não entram aqui como fonte.
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Norma 2009
ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas
O que a página usa daqui: O item 4.2, que obriga o fabricante a gravar na peça o rendimento em telhas por metro quadrado e a galga, que são os dois campos da página; e os itens 4.7.2 e 4.7.6, que deixam galga, rendimento e declividade com o projeto do fabricante.
Consultado em . Registro no catálogo da ABNT. A norma foi substituída em 11/09/2025 pelas ABNT NBR 15310-1:2025 e 15310-2:2025, que não foram lidas; a leitura da página é do texto de 2005, e o que ela usa dele são obrigações do fabricante, e não números de telha.
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Orientação de entidade
Guia Prático de Execução de Cobertura com Telhas Cerâmicas
ANICER, Associação Nacional da Indústria Cerâmica
O que a página usa daqui: A regra de inclinação mínima: a do fabricante vale para pano de até 3 m e sobe com o comprimento, com fixação obrigatória de todas as telhas acima de 45%.
Consultado em . PDF publicado pela ANICER na página de publicações da associação, lido em 15/09/2026, com a regra dos 3 m e dos 45% conferida no texto.
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Base de dados oficial
SINAPI, Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil
Caixa Econômica Federal, com o IBGE (SINAPI)
O que a página usa daqui: As composições 94195, 94198, 94201 e 94204, que declaram o mesmo consumo de telha por metro quadrado de projeção com qualquer número de águas, e a nota de que os coeficientes já embutem a inclinação.
Consultado em . Página do SINAPI na Caixa, que publica os relatórios mensais de composições e insumos; os coeficientes citados na metodologia foram lidos nos relatórios.